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Depressão Pós Parto - DPP

Depressão Pós Parto - DPP

 

A depressão pós-parto (DPP), de acordo com a literatura pode ser classificada em: postpartum blues, a psicose puerperal e a síndrome depressiva crônica; e as causas podem ser biológicas e psicológicas. A principio foram estudadas alterações hormonais como explicação para a tristeza sentida pelas mulheres após o parto; onde a quantidade de estrógeno e progesterona na corrente sanguínea da mulher chega a 10 vezes mais,  a placenta aumenta a produção desses hormônios, que são responsáveis em alimentar o bebê; e assim que o bebê nasce, se retira a placenta, e todo o excesso de progesterona e estrógeno cai abruptamente; consequentemente o cérebro fica sem estes hormônios e isso explica o início da tristeza que varias mulheres sentem após o parto. A maior incidência desses casos acontece nos três primeiros meses após o nascimento da criança. Esta é uma fase de grandes transformações, tanto orgânicas como emocionais, por isso problemas psicológicos são comuns nesta fase da vida; e a ajuda adequada nesse momento, bem como o apoio é essencial para a relação da mãe com seu filho e com ela mesma, haja vista que a insegurança pode afetar todos os processos envolvidos nesta fase. 

Os sintomas que afetam as mulheres com depressão pós-parto são: desânimo persistente, ansiedade sem motivo, dor de cabeça, sentimento de culpa, tem medo de machucar o filho, incapacidade de dormir ou comer, entre outros. E sendo este um período de aproximação física entre o bebê e sua mãe; o bebê que não recebe atenção adequada fica confuso e assustado, e com isso repercutir negativamente no desenvolvimento afetivo, social e cognitivo da criança, pois favorece o afastamento da mãe com relação à rotina diária da família.

A Depressão Pós-Parto por ser uma doença, precisa ser tratada por profissionais, psicólogos e psiquiatras; contudo a melhor forma de evitar a depressão pós-parto é a prevenção e o apoio familiar e social.

O tratamento utilizado para a depressão pós-parto varia conforme a severidade do distúrbio; sendo que o sucesso do mesmo deve aliar acompanhamento psicológico, psiquiátrico e ginecológico, enfatizar não somente a qualidade de vida da mãe, mas também, a prevenção de distúrbios no desenvolvimento do bebê e preservar um bom nível de relacionamento conjugal e familiar, já que o desenvolvimento das futuras relações da criança é determinado pela qualidade das interações desenvolvidas nos primeiros meses de vida do bebê; assim o tratamento antidepressivo deve ser entendido de uma forma globalizada levando em consideração o ser humano como um todo incluindo dimensões biológicas, psicológicas e sociais, a terapia deve abranger todos esses pontos e utilizar a psicoterapia e a terapia farmacológica. As intervenções psicoterápicas podem ser de diferentes formatos, como: psicoterapia de apoio, psicodinâmica breve, terapia interpessoal, comportamental, cognitiva comportamental, de grupo, de casais e de família.

Entender as necessidades da gestante é conseguir interpretar seus sentimentos.