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TEA -Quem ensina e quem aprende

TEA -Quem ensina e quem aprende

 

TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

QUEM ENSINA E QUEM APRENDE?

O autismo vem sendo estudado pela ciência há seis décadas, mas ainda é objeto de muitos questionamentos. Em relação à questão educacional o que se tem feito para atender alunos com autismo?  Porque desperta muito questionamento esse tema?

O questionamento se deve pela transformação de um sistema educacional excludente e segregatório, que perdura por várias décadas, para um sistema educacional inclusivo, que se comprometa a responder às necessidades educacionais dos alunos com deficiência, garantido, além do acesso e permanência desses alunos nas escolas regulares; proporcionando um ensino de qualidade. Para que haja inclusão de alunos com autismo é necessário que haja projetos pedagógicos definidos e estruturados, onde possa dar suporte à inclusão; pois entendemos que a inclusão requer planejamento e definição de objetivos e metas a serem alcançados.

O conhecimento restrito do que seja o autismo e suas características, por grande parte dos professores que atuam na rede comum ou especial de ensino, tem contribuído para um atendimento inapropriado de crianças e adolescentes autistas inseridas no processo educacional. Assim, considerar crianças portadoras de autismo elegíveis para a escola é considerar que são capazes de aprender, desenvolverem-se, relacionarem-se com os demais, enfim, viver o dia a dia da escola. O desafio está para além de mantê-las nas salas de aula: ele reside em mantê-las com qualidade de trabalho realizado; porém em geral, quando pensamos em pessoas portadoras de algum tipo de síndrome ou transtorno, trazemos conosco idéias pré-concebidas relacionadas às concepções e representações que temos do que venha a ser uma pessoa portadora de deficiência, as quais delimitarão o tipo de relação que travaremos com tais pessoas. Em se tratando de questões relacionadas à educação destas pessoas, usualmente, estabelecemos uma relação com os obstáculos, dificuldades e entraves que permeiam esse processo.   Apontar as dificuldades inerentes ao ato de ensinar a uma pessoa portadora de necessidades educativas especiais é cair no lugar-comum. Quando o ensino especial e o ensino comum se propõem a desenvolver uma inclusão criteriosa e responsável, considerando as condições reais e verdadeiras do contexto escolar e não as condições ideais e ainda inexistentes, todos os envolvidos diretamente com o processo de inclusão de alunos com autismo aprendem ao mesmo tempo em que ensinam.  Compreender que uma pessoa com autismo, embora muitas vezes não possa falar, tem desejos e sentimentos como qualquer outro ser humano. Tratar a pessoa portadora de qualquer tipo de deficiência como pessoa, se resume em olha-la para além da deficiência, ser capaz de enxergar o ser humano que existe apesar das limitações verbais, motoras ou comportamentais.

Acreditamos que através de um trabalho onde haja real parceria e intercâmbio de informações entre instituição (profissionais) e família, onde as técnicas e procedimentos utilizados para ensino possam ser conhecidos e compartilhados pelos pais e assim poderão utilizar e ajudar a seus filhos no processo educativo, além de garantir a generalização, uma vez que possa dar oportunidades no ambiente familiar para que os filhos continuem praticando o que aprenderem na instituição.